O Paraná voltou a registrar aumento de casos de covid-19 nos últimos dias. Com o crescimento no número de novas infecções, o estado também vê aumentar a ocupação em leitos hospitalares destinados ao tratamento de pacientes diagnosticados com o novo coronavírus. Essa mesma realidade tem sido vista em Maringá e outros municípios da região. 

Após um período de estabilidade, Maringá enfrenta dias em que centenas de novos casos são registrados em um período de 24 horas. O mesmo ocorre em cidades próximas, como Cianorte, Paranavaí e Umuarama, onde o crescimento no número de infecções acendeu novo alerta. 

Uma das principais preocupações das autoridades de saúde diante desse cenário é a lotação de hospitais – principalmente entre leitos de UTI -, que podem chegar à ocupação máxima e não ter mais capacidade de receber e tratar pacientes. 

Até a manhã desta quinta-feira, 19, esse era o caso de pelo menos três hospitais da região, incluindo um de Maringá. De acordo com dados divulgados pela 15ª Regional de Saúde, em Cianorte, os seis leitos de UTI do SUS exclusivos para tratamento de casos de coronavírus disponíveis na Fundação Hospitalar do Paraná (Fundhospar) estavam ocupados. 

Outro hospital que até esta manhã tinha 100% de ocupação entre leitos de UTI do SUS era a Santa Casa de Paranavaí, onde cinco pacientes estão internados nos únicos cinco leitos disponíveis. Em Maringá, a capacidade total foi atingida pela Santa Casa, onde outros cinco leitos de UTI atendem a pacientes do SUS. 

Segundo o diretor da 15ª Regional de Saúde, Ederlei Alkamim, o aumento da taxa de ocupação hospitalar da macrorregião noroeste não está ligado somente ao crescimento no número de casos da doença. 

“Houve um aumento da taxa também em função da desativação de leitos. Houve um aumento [de casos] com certeza, mas a porcentagem que está em 72% é em função da desativação de 30% dos leitos na macrorregião noroeste. Se tivéssemos com a capacidade [de leitos] que tínhamos há um mês, teríamos ocupação em torno de 50%”, explica Alkamim. 

De acordo com ele, caso a taxa de ocupação hospitalar continue aumentando e ultrapasse os 75%, as autoridades devem reabrir os leitos desativados. 

“Estamos no reflexo dos feriados de outubro e 2 de novembro. Temos capacidade de resposta para a assistência. É óbvio que as questões de flexibilização sempre estarão na pauta. Hoje teremos a reunião do Centro de Operações Especiais, creio que esta questão irá para pauta”, detalhou o diretor da 15ª Regional de Saúde. 

Covid-19: Diante do aumento de casos, Prefeitura de Maringá se pronuncia e diz ter tomado providências

Depois de registrar mais de 300 casos em 24 horas nesta semana, a Prefeitura de Maringá se pronunciou sobre o aumento no número de infecções. O prefeito Ulisses Maia também emitiu nota

De acordo com a prefeitura, a gestão tomou as providências necessárias para atender a população nesse momento de maior procura.

Apesar do avanço de casos, a taxa de ocupação hospitalar entre os leitos de UTI disponíveis na cidade ainda varia em torno de 50%, conforme destacou a Secretaria de Saúde. No entanto, conforme reiterou, o índice não abre margem para que a população deixe de tomar cuidado com a transmissão do vírus. 

“O prefeito [Ulisses Maia] conseguiu, com o Governo do Estado, a renovação do acordo para o retorno de 10 leitos de enfermaria na Santa Casa e outros dez no Hospital Universitário. Estes leitos haviam sido desativados em 1º de setembro devido à queda na média de casos que levou à ociosidade na ocupação dos mesmos na época”, acrescentou a prefeitura. 

Na noite desta terça-feira, 17, o prefeito também se pronunciou nas redes sociais e disse estar acompanhando o aumento de casos da doença em Maringá. 

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